Notícias

NOTÍCIAS

Carrapato bovino não deve ser erradicado

20/04/2012

Carrapato bovino não deve ser erradicado

Por se alimentar do sangue dos animais, o carrapato bovino pode levar a quadros de anemia e enfraquecimento do animal no que diz respeito à sua imunidade. Com isso, o produtor acaba sofrendo uma queda da produtividade, tanto da carne como do leite. Ao se alimentar, o parasita também libera toxinas no organismo que diminuem o apetite dos bovinos. Além disso, ele também causa lesão no couro, o que diminui sua qualidade e valor no mercado. No entanto, apesar de todos esses problemas que o carrapato pode causar na produção, o produtor deve ter em mente que ele não pode ser eliminado totalmente do rebanho. Isso porque ele é responsável pela transmissão da tristeza parasitária bovina, mas também pela promoção de imunidade natural contra a doença. Segundo Cláudia Gomes, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, o carrapato tende a aumentar em número nas épocas mais quentes do ano, pois o calor e a alta umidade aceleram seu desenvolvimento. Por isso, os produtores rurais devem ter um planejamento de controle do parasita. A circulação de animais silvestres, a introdução de animais no rebanho, o tipo de vegetação, a criação do gado com outras espécies animais, a lotação dos campos, os métodos de controle químicos e não-químicos e a resistência do hospedeiro são alguns dos fatores que influenciam no crescimento populacional do carrapato. O manejo dos animais também influencia no controle desses parasitas, como a não utilização de alta população nos pastos. A qualidade da alimentação do animal também é importante porque interfere diretamente na imunidade do organismo. Além disso, o manejo dos pastos merece atenção. Isso porque a maior parte da contaminação está nos pastos. Se o produtor faz um descanso do pasto, ele dá oportunidade para as larvas usarem as reservas nutricionais que têm, ficando enfraquecidas. Com isso, a capacidade de infestar os animais é diminuída — explica Cláudia. O controle químico, como o uso de carrapaticidas e a utilização de predadores naturais, além dos fatores genéticos de resistência natural dos animais são outras medidas que podem ser usadas para controlar a população dos parasitas no rebanho. Ainda segundo a pesquisadora, o carrapato também é transmissor da tristeza parasitária bovina e a imunidade natural contra essa doença se dá pelo contato do animal com o carrapato. Portanto, o produtor deve pensar no controle do carrapato para evitar perdas econômicas sem a erradicação total desse parasita, o que levaria à baixa imunidade dos animais contra essa doença e também provocaria perdas. Fonte: Agrimoney, adaptado por MilkPoint.

Outras Notícias

OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso Rápido

INFORMAÇÕES

RODOVIA ANHANGÜERA 313KM - CAIXA POSTAL 336

RIBEIRÃO PRETO - SP - BRASIL - CEP 14001-970

55 16 3969-1159

MARANGATU@MARANGATU.COM.BR

Rodapé