Notícias

NOTÍCIAS

Com as chuvas, cigarrinhas das pastagens atacam outras culturas

31/10/2012

Com as chuvas, cigarrinhas das pastagens atacam outras culturas

Com a chegada do período chuvoso começam os ataques das cigarrinhas das pastagens, insetos sugadores que causam prejuízos às pastagens e às culturas de cana-de-açúcar, arroz, milho, sorgo e outras gramíneas. De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia (Porto Velho), José Nilton Costa, geralmente nos meses de setembro e outubro, ocorre a eclosão dos ovos, que ficam no solo e resistem às condições adversas do período da seca, dando origem às ninfas, a forma jovem da cigarrinha. Após a eclosão, as ninfas se alojam na base das gramíneas forrageiras, junto ao solo, onde permanecem envoltas por uma espuma produzida por elas mesmas, até tornarem-se insetos adultos. De setembro a maio, podem ocorrer até cinco gerações de cigarrinhas. O pesquisador explica que, embora as ninfas das cigarrinhas causem algum dano, os insetos adultos são os causadores dos maiores prejuízos. “Ao se alimentarem, introduzem substâncias tóxicas que tanto podem atrapalhar o transporte da seiva, quanto causar a morte dos tecidos das plantas”, afirma. Em geral, as folhas atacadas pelas cigarrinhas secam a partir das pontas. Quando o número de insetos é elevado, o crescimento da gramínea é reduzido drasticamente e a pastagem fica completamente seca, como se fosse queimada. O controle das cigarrinhas das pastagens deve ser iniciado logo após ser constatada a existência de 20 a 25 ninfas por metro quadrado. No período chuvoso, os levantamentos devem ser feitos a cada 15 dias. Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, César Teixeira, uma alternativa interessante contra a praga é o controle biológico com o fungo Metarhizium anisopliae, que encontra condições favoráveis de ação em ambientes com alto índice de umidade. “Outras formas de controle do inseto são a diversificação das pastagens na propriedade, com a inclusão de gramíneas resistentes às cigarrinhas, e o manejo com o ajuste da quantidade de animais no pasto para evitar sobras de pastagens”, orienta. Quanto ao controle químico das cigarrinhas, o uso de inseticidas só deve ocorrer após análise tanto ecológica, uma vez que demandaria o tratamento de áreas extensas, quanto do ponto de vista econômico, ou seja, do custo resultante do tratamento dessas áreas. Tais limitações podem ser minimizadas por meio da aplicação de inseticidas seletivos, feita em locais de alta incidência da praga, procurando-se atingir uma elevada população de adultos. Nos casos em que se justificar o controle químico, deve-se utilizar produtos registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, observando-se rigorosamente as medidas de segurança, doses e período de carência recomendados pelo fabricante. Fonte: Portal Dia de Campo

Outras Notícias

OUTRAS NOTÍCIAS

Acesso Rápido

INFORMAÇÕES

RODOVIA ANHANGÜERA 313KM - CAIXA POSTAL 336

RIBEIRÃO PRETO - SP - BRASIL - CEP 14001-970

55 16 3969-1159

MARANGATU@MARANGATU.COM.BR

Rodapé