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Em plena safra, preços do boi gordo estão valorizados

13/03/2014

Em plena safra, preços do boi gordo estão valorizados

Os preços do boi gordo em São Paulo e em Mato Grosso estão se valorizando em plena safra, mas os motivos não são os mesmos. Em São Paulo as pastagens ainda não se recuperaram do forte veranico iniciado em meados de janeiro, o que ainda impacta a oferta e as cotações do animal terminado por lá. Já em Mato Grosso, o que vem prejudicando é o excesso de chuvas, impedindo, em alguns casos, o escoamento da produção do campo à indústria, além de favorecer o surgimento de problemas nos pastos, como as cigarrinhas e a morte súbita de pastagens. Os dados do boletim semanal da bovinocultura do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram preços médios da nona semana de cotação deste ano 5,19% e 7,94% mais valorizados que as cotações médias da primeira semana deste ano, em São Paulo e em Mato Grosso, respectivamente. O resumo desse cenário foi a diminuição do diferencial de base entre as duas praças do boi gordo, atingindo nas cotações mais atuais um valor próximo a 15%, que é uma situação mais favorável à encontrada nas primeiras semanas de cotação de 2014, porém ainda é um diferencial alto em comparação à média histórica. Os patamares de preços estão elevados para um período de safra e a tendência ainda é de alta no mercado do boi gordo. Se analisadas somente as nove semanas de cotação deste ano, constata-se uma alta de 5,19% e 7,94% no valor da arroba do boi gordo em São Paulo e Mato Grosso, respectivamente. Em valores, São Paulo iniciou o ano com uma cotação semanal média de R$ 114,52 a arroba e encerrou a nona semana de levantamentos de preços com uma média de R$ 120,47 a arroba. Mato Grosso, por sua vez, iniciou a primeira semana do ano com um preço médio do boi gordo de R$ 96,66 a arroba e encerrou a semana atual com o preço médio de R$ 104,33 a arroba. Em meio a todo esse cenário, a diferença de preço entre as duas praças está diminuindo, deixando o patamar de 18,5% da primeira semana do ano para atingir a atual diferença de 15,5%, a mais baixa do ano de 2014, porém, ainda acima da média histórica (13,4%). O levantamento de preços do gado de reposição do Imea revelou que a vaca solteira passa por ajustes positivos recorrentes. Para se ter uma ideia, em março de 2013 a vaca solteira foi cotada a R$ 817,15 por cabeça, já em março deste ano, o valor saltou para R$ 1.009,29 por cabeça, uma valorização de 23,51%. A vaca solteira não apresenta desvalorização no preço desde junho do ano passado. O boi gordo apresentou, também, uma alta forte (21,17%) no período analisado. Em março passado um boi gordo de 16,5 a arroba obteve a cotação de R$ 1.417,26 a cabeça, já em março deste ano esse animal é cotado, em média, a R$ 1.717,26 a cabeça. Essas altas da fêmea fizeram a relação de troca diminuir até um nível abaixo da relação de troca média histórica (1,71), sendo possível adquirir 1,70 vacas solteiras com um boi gordo. Fonte: pecuaria.ruralbr.com.br Foto: Irineu Dalla Valle

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