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Embrapa: estudo revela que emissões de gases de efeito estufa pela pecuária podem cair com o aumento da produtividade da pastagem

03/06/2015

Embrapa: estudo revela que emissões de gases de efeito estufa pela pecuária podem cair com o aumento da produtividade da pastagem

Um estudo da Embrapa Agrobiologia, ainda inédito, revela que as emissões de gases de efeito estufa pela pecuária podem cair com o aumento da produtividade da pastagem, e o uso de leguminosas forrageiras em consórcio com a braquiária seria uma opção com amplo efeito e menos emissões. O estudo avaliou cinco cenários diferentes na pecuária brasileira, desde a condição de pasto degradado até a pastagem adubada combinada com confinamento. As estimativas foram feitas com a metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês), porém com vários dados levantados em pesquisas no Brasil, inclusive incorporando os resultados do estudo de emissões de N2O das excretas. Os resultados mostraram que, em comparação ao que se chama de pastagem degradada (Cenário 1), as emissões totais podem ser reduzidas em 16% com a pastagem fertilizada ocasionalmente (Cenário 2). Além disso, a produção de carne dobra, e, por isso, a emissão de gases por quilo de carne produzido diminui em 30%. “Não é o ideal, mas algumas práticas básicas, como a calagem e a manutenção com fósforo e potássio, combinado ao controle do pastejo, já trazem importantes ganhos”, diz o pesquisador Robert Boddey, que coordenou a pesquisa. Boddey explica que com uma pequena melhoria da pastagem (Cenário 3), consorciando-a com uma leguminosa forrageira, que não exige adubação nitrogenada, aliado a um controle maior dos animais, é possível obter uma redução nas emissões ainda maior, aproximadamente de 26% em relação ao que se teria no pasto degradado, e quadruplicar a produtividade. Com o aumento da produtividade, a redução das emissões por quilo de carne chega a quase 50%. “Acreditamos que a leguminosa pode ser uma alternativa para obter um bom pasto e conseguir bons índices de produção, com menor emissão de gases, porque dispensa o uso de fertilizantes nitrogenados, os quais são fabricados com uso de energia fóssil, conhecida pela alta emissão de gases de efeito estufa, e também pela produção de N2O que ocorre no solo após sua aplicação”, esclarece o pesquisador. Nos cenários 4 e 5, não se ganha muito mais com a mitigação de emissões, e requer-se mais investimentos pelo produtor. De acordo com Boddey, com a melhoria das pastagens, é possível criar mais animais em uma área menor. Para os cenários de pouca intensificação, mas com pastos produtivos (cenários 2 e 3), a quantidade de óxido nitroso (N2O) emitida é bem menor do que nos cenários de maior intensificação. “Como o N2O é um gás trezentas vezes mais danoso que o gás carbônico (CO2), traz grande impacto nas emissões totais de GEE”, complementa Bruno Alves, coautor do estudo. O pesquisador Segundo Urquiaga, integrante da equipe que realizou os dois estudos, acrescenta que o aumento da produção da pastagem nos sistemas mais intensivos também permite sequestrar carbono no solo pela maior produção de resíduos de parte aérea e raízes das plantas. “Esse processo pode representar a remoção de algumas toneladas de CO2 da atmosfera se a produção do pasto for mantida, e ganhar intensidade com a entrada de resíduos mais ricos em nitrogênio, como os de uma leguminosa forrageira em consórcio”, complementa Urquiaga. Alves destaca que quanto mais intensificada é a produção, menor a área requerida para produzir a mesma quantidade de carne. “Da condição de baixa produtividade (Cenário 1) até a de maior intensificação (Cenário 5), reduz-se em mais de 80% a área necessária para produzir a mesma quantidade de carne; com a pastagem consorciada (Cenário 3), a redução chega a 78%”, explica Alves. Fonte: Embrapa, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint. Foto: http://rehagro.com.br/

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