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Estratégia nutricionista para driblar a alta do milho e da soja

21/09/2012

Estratégia nutricionista para driblar a alta do milho e da soja

A seca nos Estados Unidos, a valorização do Dólar frente ao Real, o aumento do preço dos grãos, junto à redução dos preços do leite pago ao produtor, tem levado os produtores de leite a buscar estratégias nutricionais a fim de reduzir o custo de alimentação. Abaixo apontamos algumas estratégias a ser considerada a fim de reduzir o custo de alimentação, e também a dependência do produtor de leite sobre o milho e a soja. - Utilizar níveis adequados de uréia na dieta Uréia tem sido utilizado na alimentação de ruminantes há mais de 100 anos. Apesar da popularidade em épocas onde os preços dos concentrados proteicos estão nas alturas, como agora, muitos ainda têm receio em utilizá-lo devido ao risco de intoxicação, possível redução da palatibilidade da dieta, e “efeito negativo sobre a reprodução”. Apesar dos mitos serem, em parte, verdadeiros, podemos tirar proveito desse ingrediente nas dietas do gado de leite, desde que levemos em consideração as recomendações de Kertz (2010), do qual sugere a inclusão de no máximo 1% de uréia no concentrado, consumo máximo de 135 g uréia/animal dia, e que a uréia não represente mais que 20% da proteína total da dieta. - Ajustar a PB da dieta Por anos as vacas têm sido apontadas como animais ineficientes em usar nitrogênio. Em média, as vacas tem uma eficiência de utilização de nitrogênio (N leite/N ingerido) muito variável (14 a 45%), com uma média de 25% de eficiência de utilização de nitrogênio. O fato é, que as vacas são eficientes para utilizar nitrogênio. O problema é os próprios produtores/nutricionistas são os responsáveis por fazê-las serem ineficientes por meio da super suplementação de proteína nas dietas. O maior custo dos concentrados proteicos, o melhor entendimento da fisiologia dos ruminantes pelos programas de balanceamento de dietas, aliado as preocupações quanto ao meio-ambiente e o grande número de pesquisas mostrando que altos níveis de proteína bruta não levam a maior produção de leite, tem levado a “típica dieta 18% PB” para níveis próximos a 16% PB. A eficiência da vaca pode ser melhorada através do fornecimento da quantidade proteína adequada, levando em conta os aminoácidos necessários para suportar o nível de produção, e o fornecimento de carboidratos para maximizar a produção de proteína microbiana. - Dietas específicas de acordo com nível de produção Você está alimentando todas as vacas do rebanho com uma dieta única? Talvez agora seja a hora de se perguntar: “Por quê?”. Em média, o custo de alimentação das vacas de baixa produção é por volta de R$4,00 a R$7,00 (por animal) menor do que a dieta do lote de alta produção. Com os preços da soja e milho no patamar atual, o objetivo do programa nutricional de uma fazenda leiteira deve ser o de fornecer às vacas a nutrição que elas precisam, e não mais do que elas necessitam. Em geral, vacas recém-paridas respondem melhorar a dietas com ingredientes mais nobres e com aditivos específicos. Se você tirar os aditivos da dieta delas, prepare-se para menor pico de produção e maior ocorrência de problemas reprodutivos. Já vacas em final de lactação são capazes de manter a produção com uma dieta mais básica e com mais subprodutos. - Não desperdiçar amido... Com margens apertadas, o amido da dieta necessita ser digerido ao máximo. O seu objetivo deve ser não ter grãos de milho visíveis nas fezes. Para melhorar o aproveitamento do milho, ajuste os níveis de fibra longa para reduzir a taxa de passagem da dieta, e permitir que o milho seja completamente digerido. Moagem aumenta a área de superfície do grão e permite que mais microrganismos ruminais sejam capazes de digerir o amido. - Buscar alternativos ao milho e soja Em tempos de grãos com preços altos, é essencial que o nutricionista busque opções mais econômicas para atender o requerimento de nutrientes das vacas. Polpa cítrica, cevada, caroço de algodão, subprodutos do trigo, casquinha de soja, resíduos de uvas, farelo de amendoim, farelo de arroz e trigo, podem reduzir significamente o custo de alimentação. Além do preço, é importante avaliar se esses ingredientes são palatáveis, estejam livres de mofo, que não estejam fermentados. Avalie a matéria seca, e se possível faça a análise bromatológica, dos alimentos substitutos para não correr outros riscos. - Reduzir sobras Estratégias para reduzir as sobras merecem atenção especial. Afinal, a sobra tem o mesmo custo de produção que a dieta consumida pelo rebanho. Entretanto, reduzir as sobras no cocho, não é o mesmo que limitar a ingestão, mas sim, usar de práticas que maximizem a ingestão, evitando o acúmulo de sobras, como puxar a dieta para próximo ao cocho, aumentar o número de tratos por dia, e remover a dieta fermentada do cocho. Fontes: RETIRADO DO SITE MILK POINT

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