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Pecuarista que não se adequar a rigor sanitário sairá da atividade

07/02/2014

Pecuarista que não se adequar a rigor sanitário sairá da atividade

Não é de hoje que órgãos de fiscalização elevam as exigências sanitárias à produção do leite no Brasil. As medidas chegam inicialmente à indústria e aos laticínios e, cada vez com mais força e rapidez, alcançam as propriedades rurais. Autoridades da pecuária de leite no Oeste, dono da maior bacia do Paraná com produção anual de um bilhão de litros, são unânimes ao afirmar que a exigência do controle de doenças, inclusive como fator determinante de o criador continuar no mercado, é tendência irreversível. O presidente do Sindicato Rural Patronal de Cascavel, Paulo Orso, estima que o auge do rigor na cobrança por posturas decididas de controle de enfermidades nas propriedades será em cinco anos. “É claro que precisam ser criadas formas de estímulo e de apoio aos criadores, que devem contar com suporte para se adequar às questões de sanidade. No entanto, não é possível aceitar que uns poucos possam interferir na necessária evolução de uma cadeia que movimenta cifras vultuosas no Brasil, que emprega um grande contingente de pessoas e que assume destaque no ranking das principais culturas de uma propriedade rural”. As exigências no controle de doenças, a exemplo da mastite, são duras, porém não ocorrem isoladamente. Federações e sindicatos rurais e o próprio governo oferecem condições de adequação aos pecuaristas. A fiscalização precisa ser rigorosa, conforme Orso, no entanto é necessário que as partes da cadeia, inclusive o Estado, estudem formas de compensação quando, devido a um problema qualquer, parte de um rebanho precisar ser sacrificado. “Principalmente o pequeno não tem fôlego para suportar uma perda, para ele, tão significativa”. A definição de regras nessa direção traria avanços decisivos ao setor. Além de oferecer um produto melhor ao mercado e ao consumidor, a busca da excelência na qualidade do leite pode render, ao pecuarista, até 15% a mais no valor do litro do leite. Outra vantagem, conforme Paulo Orso está na possibilidade de abertura de novas janelas de negociação, a exemplo de outros países. Atualmente, a produção de leite brasileira é inferior ao consumo e esse é um dos motivos da forte valorização do produto. “Há falta no mercado mundial. Lá fora, o preço está elevado e isso pode contribuir para fortalecer ainda mais a atividade internamente”, conforme o consultor José Manoel Mendonça. A maior resistência da adoção de cuidados para evitar doenças está entre os pequenos criadores. Uma das deficiências é o processo de comunicação, que muitas vezes não consegue levar ao campo informações geradas pela cadeia. “É importante reforçar que o controle de doenças e a busca por qualidade é investimento e não custo”, conforme Paulo Orso. Um bom indicativo de mudanças vem do crescente número de famílias que abandonam as formas artesanais e associam tecnologia à atividade, como ordenhadeiras e resfriadores. O valor do litro hoje pago em Cascavel e região fica entre R$ 0,85 e R$ 1,15, especialmente definido pela qualidade do produto, conforme José Manoel. No gado leiteiro, a mastite pode afetar seriamente a produção de leite. O consultor José Manoel Mendonça informa que a mastite jamais será totalmente zerada, mas pode perfeitamente ser reduzida. “Por isso, medidas regulares de controle são tão importantes”. A principal recomendação é que os pecuaristas façam regularmente, por meio de profissionais habilitados, o acompanhamento do rebanho. “Controlar não é caro. Caro é ter a doença no plantel”. Em alguns casos, o processo de inflamação da glândula mamária do animal leva à queda de até 25% na produção. Em situações extremas, a vaca precisa ser sacrificada. Para evitar problemas, o criador também deve adotar normas rigorosas de higiene e manejo correto do plantel. “Trabalhar preventivamente é uma postura sábia”, conforme José Manoel. Em 90% dos casos, a mastite resulta de bactérias. Identificar a doença não é difícil, há secreção de leite com grumos (pus ou de aspecto aquoso), úberes com vermelhidão, duros, inchados e quentes. Fonte: www.milkpoint.com.br, com informações de O Paraná. Foto: www.portalagropecuario.com.br

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